Candidatos e Pesquisas Eleitorais 2026 — Cenário Atual
A corrida eleitoral de 2026 já saiu do campo das especulações e entrou na arena dos números. Com pesquisas de grandes institutos publicadas em março, o cenário que se desenha é de polarização extrema, terceira via sem fôlego e uma disputa pelo Senado que pode redesenhar o equilíbrio de poder no país pelos próximos anos. Se você quer entender quem são os nomes, o que dizem os levantamentos e por que esta eleição vai muito além da disputa presidencial, este é o panorama que precisa acompanhar.
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Cenário presidencial 2026 — pesquisas Quaest e Datafolha
Os dois principais institutos de pesquisa do país divulgaram levantamentos em março de 2026 que confirmam uma disputa presidencial travada entre dois polos. Os números variam ligeiramente entre os institutos, mas a narrativa é a mesma: bipolarização consolidada.
Pesquisa Quaest — março de 2026
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula (PT) aparece com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 30%. Tarcísio de Freitas (Republicanos) marcava 8%, mas desistiu da corrida presidencial para disputar a reeleição ao governo de São Paulo. Ciro Gomes (PDT) aparece com 5%, e os demais nomes testados ficam abaixo de 3%. Brancos, nulos e indecisos somam cerca de 15%.
O dado mais impactante está no segundo turno. Em cenário direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, a Quaest registrou empate numérico de 41% a 41%. Flávio consolidou nada menos que 92% do eleitorado bolsonarista, o que explica o salto nas intenções de voto desde dezembro de 2025.
Pesquisa Datafolha — março de 2026
O Datafolha trouxe números ligeiramente diferentes no primeiro turno: Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35%. A distância é menor do que em levantamentos anteriores, sinalizando uma tendência de aproximação.
| Instituto | Lula (1º turno) | Flávio (1º turno) | 2º turno |
|---|---|---|---|
| Quaest | 36% | 30% | 41% x 41% |
| Datafolha | 39% | 35% | — |
Os números de primeiro turno incluem cenários com múltiplos candidatos. No segundo turno, o cenário é direto entre os dois líderes, e o empate técnico da Quaest mostra que cada voto vai contar — inclusive os dos indecisos que ainda não se posicionaram.
Rejeição dos candidatos e o que os números indicam
Se as intenções de voto estão apertadas, a rejeição é o fator que pode definir a eleição. E aqui os dois principais nomes enfrentam um problema parecido: quase metade do eleitorado diz que não votaria neles de jeito nenhum.
Segundo o Datafolha de março de 2026:
- Lula: 46% de rejeição
- Flávio Bolsonaro: 45% de rejeição
Esses percentuais são altíssimos e praticamente idênticos. Na prática, isso significa que a eleição será decidida por uma fatia relativamente pequena de eleitores que ainda não têm opinião formada ou que transitam entre os campos. Os chamados “eleitores pendulares” — que não são nem petistas convictos nem bolsonaristas raiz — se tornam o público mais disputado.
Para o eleitor comum, acompanhar a rejeição é tão importante quanto olhar as intenções de voto. Um candidato pode liderar no primeiro turno, mas perder no segundo se a rejeição impedir que ele conquiste votos de quem apoiava outros nomes.
Terceira via nas eleições 2026 e os nomes testados
Desde 2018, fala-se em “terceira via” como alternativa à polarização. Em 2026, essa possibilidade está mais fraca do que nunca.
Os principais nomes testados pelos institutos e seus desempenhos:
| Candidato | Partido | Intenção de voto (1º turno) | Situação |
|---|---|---|---|
| Ronaldo Caiado | PSD | Abaixo de 7% | Sem tração nacional |
| Eduardo Leite | PSD | Abaixo de 7% | Mencionado, sem consolidação |
| Romeu Zema | Novo | 5% a 7% | Teto limitado |
| Ciro Gomes | PDT | ~5% | Estagnado |
| Tarcísio de Freitas | Republicanos | 8% (antes de desistir) | Optou pela reeleição em SP |
O que aconteceu com a terceira via?
Dois movimentos esvaziaram o campo. Primeiro, Ratinho Junior (PSD) desistiu da corrida presidencial. Depois, Tarcísio de Freitas — que era o nome mais competitivo fora da polarização — decidiu disputar a reeleição ao governo de São Paulo, onde lidera com folga. Com essas saídas, o PSD perdeu seus dois principais trunfos nacionais.
Nenhum dos nomes remanescentes ultrapassa 7% isoladamente. Para efeito de comparação, em 2022, Simone Tebet (MDB) alcançou cerca de 4% no primeiro turno — e ela era considerada a terceira via mais viável daquela eleição. Os números de 2026 seguem o mesmo padrão: existe espaço teórico para uma alternativa, mas nenhum nome consegue converter esse espaço em votos concretos.
Com a terceira via enfraquecida, a tendência é que o voto útil se intensifique à medida que a eleição se aproximar. Eleitores que hoje declaram preferência por nomes alternativos podem migrar para um dos dois polos no segundo semestre — fenômeno que já ocorreu nas últimas eleições.
Disputa pelo Senado — por que 54 vagas mudam o jogo
Enquanto a atenção da mídia se concentra na corrida presidencial, a eleição para o Senado em 2026 pode ter consequências ainda mais duradouras. E o motivo é simples: serão renovadas 54 das 81 cadeiras — ou dois terços da Casa.
Essa renovação massiva acontece porque, em 2026, cada estado elege dois senadores (ao contrário de 2022, quando foi apenas um por estado). O resultado vai determinar o equilíbrio de forças no Legislativo pelos próximos oito anos, já que o mandato de senador dura duas legislaturas.
Por que o Senado importa tanto?
- O Senado aprova ou rejeita indicações para o STF, tribunais superiores e agências reguladoras
- Tem poder exclusivo para julgar impeachment de presidente e ministros do Supremo
- A oposição ao governo busca conquistar maioria para pressionar o STF e viabilizar pautas como a anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023
- Qualquer reforma constitucional precisa de três quintos do Senado para ser aprovada
A disputa senatorial será tão ou mais buscada que a presidencial em diversos estados, especialmente onde candidatos de alto perfil disputam vagas. Fique atento aos nomes que cada partido vai lançar — em muitos estados, a corrida pelo Senado vai definir alianças e palanques para a eleição de governador e presidente.
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Principais disputas estaduais para governador em 2026
As eleições para governador em 2026 prometem disputas acirradas nos maiores colégios eleitorais do país. Pesquisas estaduais de março já mostram cenários definidos em alguns estados e corridas abertas em outros.
São Paulo
Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com aproximadamente 48% das intenções de voto, em posição confortável para a reeleição. Sua decisão de permanecer em São Paulo em vez de concorrer à presidência foi um dos movimentos políticos mais relevantes do ciclo.
Bahia
ACM Neto aparece na frente com 48,3%, contra 31,2% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). Se confirmado, seria uma virada significativa no estado que o PT governa há anos.
Minas Gerais
Cleitinho Azevedo (PL) lidera com 45,6% — um cenário que reflete a força do bolsonarismo no estado. Minas é historicamente decisiva em eleições nacionais, e o resultado ali tende a influenciar a corrida presidencial.
Rio de Janeiro
Eduardo Paes aparece como favorito com 54,8%, número que, se mantido, indicaria vitória já no primeiro turno.
Paraná
Sergio Moro lidera com 41%, buscando se consolidar como liderança política no estado onde construiu sua carreira na magistratura.
| Estado | Líder nas pesquisas | Percentual | Partido |
|---|---|---|---|
| São Paulo | Tarcísio de Freitas | ~48% | Republicanos |
| Bahia | ACM Neto | 48,3% | União Brasil |
| Minas Gerais | Cleitinho Azevedo | 45,6% | PL |
| Rio de Janeiro | Eduardo Paes | 54,8% | PSD |
| Paraná | Sergio Moro | 41% | União Brasil |
Pesquisas eleitorais são retratos do momento, não previsões. Os números de março podem mudar radicalmente após as convenções partidárias (julho-agosto), o início da propaganda eleitoral (16 de agosto) e os debates. Acompanhe as atualizações ao longo do ano antes de formar opinião baseada apenas em um levantamento.
Todos os cargos em disputa em 2026
Para quem ainda não tem clareza sobre a dimensão desta eleição, vale o resumo dos cargos que estarão na urna:
- 1 Presidente da República
- 27 Governadores (26 estados + Distrito Federal)
- 54 Senadores (2 por estado)
- 513 Deputados Federais
- Aproximadamente 1.059 Deputados Estaduais e Distritais
São seis votos no primeiro turno — deputado federal, deputado estadual/distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. No eventual segundo turno, apenas governador e presidente.
O que acompanhar nos próximos meses
O calendário eleitoral dita o ritmo das novidades. Algumas datas-chave para quem quer se manter informado sobre candidatos e pesquisas:
- 20 de julho a 5 de agosto: convenções partidárias — é quando os partidos oficializam seus candidatos. Até lá, tudo pode mudar.
- 15 de agosto: prazo para registro de candidaturas no TSE. Após essa data, o quadro de candidatos está fechado.
- 16 de agosto: início da propaganda eleitoral. A partir daqui, as pesquisas ganham ainda mais relevância.
- 28 de agosto: início do horário eleitoral gratuito em rádio e TV — historicamente, um divisor de águas para candidatos menos conhecidos.
As pesquisas tendem a se intensificar a partir de agosto, com levantamentos semanais dos principais institutos. Debates televisivos, que costumam ocorrer entre setembro e início de outubro, também provocam oscilações significativas nos números.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso nenhum candidato a presidente ou governador alcance maioria absoluta (50% + 1 dos votos válidos), o segundo turno ocorre em 25 de outubro.
A eleição de 2026 não se resume a escolher um presidente. Com dois terços do Senado em jogo, 27 governos estaduais e mais de 1.500 cadeiras legislativas, cada voto carrega peso em múltiplas esferas de poder. Acompanhar os números desde agora — e entender o que eles significam — é a melhor forma de chegar em outubro preparado para fazer escolhas informadas.
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Bruno Bracaioli
Empreendedor e Desenvolvedor
Bruno Bracaioli é especialista em arquitetura de software, ciência de dados e cybersecurity. Além disso, investe em criptomoedas e em investimentos tradicionais como CDBs, Ações, Tesouro e outros. É influenciador digital no instagram (@brunobracaioli) e no Youtube (/brunobracaioli). Contato por: bruno@bracaiolitech.com ou pelo bruno@b2tech.com